terça-feira, 16 de março de 2010

Morte.

[...] Alice sentou ao meu lado como o de costume e apoiou sua cabeça em meu ombro. Toquei seus fios ruivos e sorri quando ela tocou minha mão. Alice tinha um toque calmo, sensível, quente e que me fazia querer tê-la para sempre. Há dois anos, eu só conseguia vê-la, mais nada. Ela sempre foi independente, cheia de si, auto controlada, bem informada, decidida e super empolgada, sem contar que me beijava da forma mais doce, e quando fazia amor comigo, me levava a qualquer lugar rapidamente. Todas essas qualidades dentro do corpo de uma menina linda, do corpo da minha namorada. Do corpo que eu toco que eu gosto de tocar, e que eu quero sempre poder ter ao meu lado. Assim como agora.
[...]
Pode descansar agora, será melhor pra você. – Senti como se meus olhos fossem cair de meu rosto. Alice apertou minha mão e, vagarosamente, a senti amolecer na minha. Olhei para o monitor e só o que vi foi uma linha verde reta fazendo um barulho que matava meus ouvidos. Senti uma dor enorme correndo entre minha coluna, distribuindo igualmente ao resto de meu corpo. Fazendo meus braços e minhas pernas adormecerem. Eu chorava tanto, que não conseguia achar mais ar para respirar. Minha cabeça girou e eu senti que iria cair. Uma mão pesada me pegou e, cuidadosamente, colou uma máscara em meu rosto que automaticamente fez meus olhos fecharem. A última coisa que vi foi o rosto doce e gentil de Alice, e senti uma pontada de alegria quando pensei que a ultima coisa que ela viu foi a mim. E que ainda pude ver seu sorriso lindo antes que me deixasse.
- Vá em paz, meu amor. – Senti meu corpo amolecer e adormeci totalmente.